"Primeira-ministra Theresa May já assinou a carta que notifica oficialmente o fim da relação que durou 40 anos."
O Reino Unido começa nesta quarta-feira (29) o processo de saída da União Europeia. A primeira-ministra Theresa May já assinou a carta que notifica oficialmente a saída do Reino Unido da União Europeia. Essa carta viajou de trem até Bruxelas, onde será entregue ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. A partir daí, começa o início do fim dessa relação, que durou 40 anos e passou por muitos altos e baixos.
O início do namoro foi daqueles bem conturbados. Os seis países que fundaram a então Comunidade Econômica Europeia deram o primeiro passo. Na década de 1950, convidaram o Reino Unido para fazer parte do grupo. Mas os britânicos esnobaram. Anos depois, mudaram de ideia. Quando pediram para entrar, levaram um "não".
Após muito vai-e-vem, o casamento foi concretizado em 1973. A lua-de-mel mal tinha terminado quando, dois anos depois, o Reino Unido fez um plebiscito para saber se continuava ou saía do grupo. Daquela vez, a população optou por permanecer. Mas a verdade é que o Reino Unido nunca esteve totalmente confortável dentro do bloco. Quando a União Europeia foi fundada, os britânicos não quiseram adotar a moeda comum, o euro, nem aceitaram várias das políticas propostas.
De lá para cá, muita coisa mudou. O Reino Unido sentiu a necessidade, mais uma vez, de discutir o relacionamento. E um novo plebiscito foi realizado em junho do ano passado. A imigração virou uma questão central, com a preocupação de estabelecer fronteiras mais fortes. Muitos britânicos também sentiam que a União Europeia impunha regras demais e cobrava muito dinheiro para pouco retorno financeiro. Cinquenta e dois por cento dos britânicos levaram tudo isso em consideração e resolveram que não dava mais. Era hora de pedir o divórcio para cada um seguir o seu caminho.
Agora, ninguém termina um relacionamento de quatro décadas da noite para o dia. O governo britânico e os outros vinte e sete países-membros vão passar os próximos dois anos negociando os termos desse divórcio que incluem acordos comerciais, a livre circulação de pessoas, a situação dos europeus que já vivem na Europa, entre muitos outros temas.
Os líderes do bloco disseram que não querem punir os britânicos na negociação, mas que não podem entregar termos muito favoráveis, que possam encorajar outros países a querer sair da União Europeia.
O Reino Unido não terá vida fácil também dentro de suas fronteiras. Na terça-feira (28), o parlamento da Escócia aprovou a realização de um novo plebiscito de independência. A autorização para isso vem do Parlamento Britânico. A primeira-ministra já avisou que só deve analisar o pedido depois das negociações do Brexit.
Fonte: hora1

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