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quinta-feira, 21 de abril de 2022

NOTÍCIA SENSACIONAISTA: STF derruba aumento de salário de servidores de Minas Gerais

Decisão do ministro Luís Roberto Barroso atende a pedido do governador Romeu Zema; reajuste de 10,06% está mantido"

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, derrubou a lei promulgada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que garantia um aumento salarial aos servidores estaduais acima da inflação. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (21). 

O Governo de Minas Gerais entrou com uma ação no Supremo na última segunda (18), alegando que o aumento concedido pela Assembleia seria inconstitucional. A ação é assinada pelo governador Romeu Zema (Novo) e o Advogado-Geral do Estado de Minas Gerais, Sérgio Pessoa. 

O ex-secretário-Geral do Governo de Minas, Mateus Simões, cotado para ser vice na chapa de Romeu Zema, comemorou a decisão. 

"O que nós assistimos no começo deste mês de abril foi um escárnio, uma piada de mau gosto feita por 55 deputados em campanha eleitoral e que por três ilegalidades aprovaram a derrubada do veto do governador. Não estamos falando em não fazer o reajuste dos servidores. Vamos lembrar, o reajuste de 10,06%, equivalente à inflação do último ano, foi concedida a todos os servidores do Estado", afirma. "O absurdo foi a votação de um reajuste adicional para três categorias que iria impactar em, uma média de R$ 10 bilhões por ano", completa.


Simões também explica que as três ilegalidades relacionadas ao aumento para os servidores estão relacionadas à falta de previsão orçamentária, a violação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o impedimento legal para a concessão de reajuste salarial acima da inflação faltando menos de 180 dias para as eleições. 

Na prática, a decisão de Luís Roberto Barroso, torna a lei inconstitucional. 

Ação 

No documento que foi enviado ao STF, o governo estadual defende que a inclusão de dois artigos no projeto de lei enviado pelo Executivo resultou em ‘’desmedido aumento de despesas, não suportado pelo erário público, sem que o Parlamento Mineiro tenha sequer indicado a estimativa e as fontes aptas a suportarem os aumentos por ele concedidos.’’

Pela lei promulgada pela Assembleia, servidores da saúde e da segurança pública terão os vencimentos reajustados em 24% e, os trabalhadores da educação, em 33% - para garantir o cumprimento do piso nacional da categoria. 

O Governo do Estado também argumenta que as mudanças propostas pelos deputados não levaram em conta a estimativa de impacto financeiro ou mesmo a fonte da receita que deveria custear o reajuste. Pelas contas do Executivo estadual, as alterações nos reajustes devem causar um rombo de mais de R$ 8 bilhões por ano aos cofres do Estado. 

O documento ainda cita o déficit de R$ 11,7 bilhões previsto para as contas públicas neste ano e pede a suspensão "de forma imediata" dos artigos 10 e 11 da Lei estadual nº 24.035, de 4 de abril de 2022. 

Reajuste

Com a decisão do STF, fica valendo o reajuste proposto pelo governador Romeu Zema (Novo), de 10,06%, que será pago já a partir do mês de maio. Ontem, o Governo de Minas confirmou que só pagará o reajuste retroativo aos meses de janeiro, fevereiro e março no mês de junho, devido a problemas de "fluxo financeiro". 

Via https://www.itatiaia.com.br/noticia/stf-derruba-aumento-de-salario-de-servidores-estaduais

COMENTANDO

Parece que alegria dos pobres servidores, em especial da educação de Minas Gerais, durou muito pouco? Foram dias de muitas lutas e conquistas do próprio direito ao piso, com viagens de todas as cidades de MG até a capital do estado com a mesma missão, a exigência que o piso fosse pago! 


Mesmo com a maioria dos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais jogando a favor dos servidores públicos enquanto o governador ZEMA julgando a luta dos servidores como POLITICAGEM, no final de todas as lagrimas de tristeza, cansaços e exaustão, surge uma ultima vitória com a sensação de CONQUISTA do que por lei já fora conquistado. Os servidores públicos mineiros comemoram em todo o Estado de Minas Gerais, faltando apenas a JUSTIÇA confirma aquilo que já dizia na  própria LEI que afirmava esse direito. 

As pergunta são:  Quem poderá contra as decisões do STF? Quem contrariará ou qual manifestação fará o STF retroceder em uma possível decisão a favor de uma injustiça executiva? O servidores estariam todos errados? Os deputados teriam agido de forma politiqueira e sem nenhuma noção com relação a leis? 

O fato é que o empresário governador de Minas Gerais não precisou do mesmo tempo de greve e manifestações, que os servidores utilizaram, para mostrar ao povo que o escolheu como líder do estado que quem manda é ele, mesmo que isso CUSTE alguns contatos.

Segundas informações de redes sociais ligadas  dos representantes de classes e deputados, a informação disseminada pelo itatiaia.com.br de Belo Horizonte é incompleta e trata-se de sensacionalismo. Até o momento dizem que se tratar apenas de uma liminar que suspende o reajuste até que seja votado no colegiado, ou seja, com a suspensão do reajuste ele irá ser analisado e devidamente encaminhado à votação em plenário a partir dia 06 de maio, isso se caso outros ministros não pedirem vistas ao processo. O que aconteceu até agora é Rito normal do processo.

Afinal o STF é o refugio dos governadores na atualidade? Não sendo o primeiro recurso procurado, mas o último, como uma espécie atual de imitação do "Juízo Final"

Se acaso a noticia fosse de fato assim, a população precisaria se atentar para o todo, já que as partes que nos representa pelos estados e municípios da federação se tornariam insignificantes em decisões que acordam com a Constituição Federal. Mas e se fosse... 

Teríamos agora a sensação de PERSEGUIÇÃO DO EXECUTIVO (o que de fato o é desde já) e por outro lado a de DESAMPARO PELA JUSTIÇA nos tempos atuais, o que nos levaria a repensar a forma de quem são e como são eleitos e indicados essas personagens do STF e dos políticos que deveriam zelar pelo cumprimento dos nossos direitos.  Quanto custa revogar uma lei, artigo, parágrafo, inciso ou alínea que garanta o direito desse ou daquilo outro? Ou qual o valor para calar alguém? Qual o perigo que o povo corre por não deter o poder para eleger quem irá administrar As Leis? 

Esses são questionamentos para a nossa reflexão para que possamos colocar quem nos beneficia e nos reconhece nas três esferas do poder e isso se refere igualmente a nível de município, estado e federação. 

PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO E MORADORES DE TEÓFILO OTONI MORREM EM ACIDENTE COM VAN ESCOLAR NA BA 01 EM ALCOBAÇA

"Moradoras de Teófilo Otóni morrem em acidente com Van Escolar na BA 01 em Alcobaça"


Um acidente com uma VAN Escolar da cidade Mineira de Teófilo Otoni nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (21), feriado de Tiradentes, na BA 01 entre Alcobaça e Caravelas deixou duas vítimas fatais.


O acidente tipo capotamento aconteceu próximo a Ponte da BA 01 no município de Alcobaça. As vítimas são, Nágila Ornelas Lima, de 53 anos e Iara Calixto Matoso, funcionárias do distrito de Mucuri em Teófilo Otoni.


Ambulâncias do SAMU de Caravelas e Alcobaça socorreram as vítimas para o Hospital de Alcobaça onde o os óbitos foram constatados.

[...]
Ainda segundo mais informações de grupos de Whatsapp de profissionais da educação, as profissionais atuavam em Mucurizinho e se tratava de uma professora e uma asg.  Evitaremos compartilhar demais fotos desta via para evitar desencontros nas informações. 

Nós da Locomotiva transmitimos por vibrações nossos sinceros sentimentos e que os espíritos de luz conforte aos familiares. 
Por Ua Clauhs via Neuza Brizola/ Bahiaextremosul  

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Um "Bolsonaro gay" na Gaviões da Fiel na avenida? Será? Tô Passada!

"Nesta quarta-feira (20), o termo "Bolsonaro gay" amanheceu como um dos mais comentados no Twitter. Usuários da rede social repercutem o rumor de que a escola representaria o chefe do Executivo como homossexual em um de seus carros alegóricos"

Foto: Divulgação/Paulo Pinto/LigaSP

A escola de samba Gaviões da Fiel, mantida pela torcida organizada do Corinthians de mesmo nome, nega que haverá em seu desfile de carnaval a representação de um "Bolsonaro gay".


Em nota publicada nas redes sociais, a agremiação paulistana afirmou que a apresentação não terá foco em "questões políticas ou de apoio partidário em geral", chamando de "fake news" as notícias veiculadas na imprensa sobre esse tema.


"Os nossos valores estarão bem representados na pista, quais sejam: democracia, igualdade, sustentabilidade e paz", segue a nota. O texto não cita o presidente da República.


O anúncio havia sido feito pelo cabeleireiro Neandro Ferreira. Ele afirmou, também pelas redes sociais, que iria representar uma sátira gay do presidente Jair Bolsonaro (PL). 


Nesta quarta-feira (20), o termo "Bolsonaro gay" amanheceu como um dos mais comentados no Twitter. Usuários da rede social repercutem o rumor de que a escola representaria o chefe do Executivo como homossexual em um de seus carros alegóricos. A agremiação chegou, inclusive, a ser criticada pela possibilidade, tanto por apoiadores quanto por críticos do presidente.


Embora a nota tenha negado tratar de "questões políticas", o samba-enredo da Gaviões para este ano traz uma mensagem politizada sobre os problemas sociais do País. Um trecho diz que "a cega justiça enxerga o negro como réu" e faz críticas ao "fascismo do asfalto".


A canção, no entanto, não menciona o presidente Bolsonaro ou qualquer outro nome da política nacional. A Gaviões da Fiel será a segunda escola de samba a desfilar no sábado (23) no carnaval 2022 de São Paulo no sambódromo do Anhembi.


Confira a íntegra da letra do samba-enredo da Gaviões da Fiel: 


Sou eu, o filho dessa pátria-mãe hostil

Herdeiro da senzala Brasil

Refém da maculada inquisição

Axé meu irmão!

O pai de mais um João e de mais um Miguel

Na mira da cega justiça que enxerga o negro como réu

Sou eu o clamor da favela

O canto da aldeia, a fome do gueto

Meu punho é luz de Mandela

No samba o levante do novo Soweto

Cacique Raoni da minha gente

Guerreiro gavião, presente!

Essa terra é de quem tem mais

Conquistada através da dor

As migalhas que você me oferece

Só aumentam minha força pra mostrar o meu valor

Meu lugar de fala, a voz destemida

Cabeça erguida por nossos direitos

Quando o fascismo do asfalto

É opressor à militância por respeito

O ventre das mazelas sociais

Ante ao preconceito vai se libertar

Vidas negras nos importam

O grito da mulher não vão calar

Meu gavião chegou o dia da revolução

Onde a democracia desse meu Brasil

Faça o amor cantar mais alto que o fuzil

Escute o meu clamor

Oh, pátria amada

É hora da luta sair do papel

Basta é o grito que embala o povo

Eu sou Gaviões, sou a voz da

Por Ua Clauhs via otempo

Atenção, servidores: retroativo não virá!

"O que será surpresa é que, nos contracheques de abril, o Estado não pagará os valores retroativos a janeiro"

Foto: Pedro Gontijo / Imprensa MG

O governador Romeu Zema (Novo) já reconheceu o aumento dos servidores em 10,06%, diferente do projeto votado pela Assembleia Legislativa, que tem índices próprios destinados aos servidores da educação, da segurança e da saúde. Até aí, todo muito sabe. O que será surpresa é que, nos contracheques de abril, o Estado não pagará os valores retroativos a janeiro, embora o caixa tenha recursos de sobra, aplicados em bancos. As informações são no sentido de que Romeu Zema somente liberará o pagamento das parcelas retroativas quando estiver próximo de outubro. Esse mês tem alguma coisa de especial para Romeu. “Farei com que comeces a pensar que esse teu cisne não passa de um urubu.” Da obra de Willian Shakespeare.

Por Ua Clauhs via otempo

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Deputados derrubam veto de Zema a reajuste para educação, saúde e segurança

"Assembleia de Minas voltou a referendar recomposição ampliada de 33,24% para educação e 14% para segurança e saúde"

(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)

Por 55 votos a três, os deputados estaduais de Minas Gerais derrubaram, no início da tarde desta terça-feira (12/04), veto do governador mineiro Romeu Zema (Novo) relativo a um reajuste salarial ampliado para servidores da Segurança Pública, Educação e Saúde. Zema vetou, na segunda-feira (4) da semana passada, um adicional de 14% para segurança, saúde e 33,24% para educação, referendando uma recomposição de 10,06% a todo funcionalismo público. Eram necessários 39 votos para que o veto fosse derrubado.


Na reunião extraordinária que começou 10h e terminou no início da tarde, 16 deputados se manifestaram favoravelmente à derrubada do veto: Ulysses Gomes (PT), Coronel Sandro (PL), André Quintão (PT), Cristiano Silveira (PT), Betão (PT), Professor Cleiton (PV), Doutor Jean Freire (PT), Beatriz Cerqueira (PT), Delegado Heli Grilo (União), Cleitinho Azevedo (Cidadania), Ana Paula Siqueira (Rede), Sargento Rodrigues (PL), Bruno Engler (PL) e Cássio Soares (PSD).

 

Eles concordaram com o relatório emitido nessa segunda-feira (11) por Sávio Souza Cruz (MDB) na comissão especial que analisou o veto. Guilherme da Cunha (Novo) e Bartô do Novo (PL) foram os dois que falaram em plenário com opinião contrária à decisão da maioria dos parlamentares.

Assista o vídeo e entenda o que é o Regime de Recuperação Fiscal:


O assunto tomou conta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) desde antes de entrar em pauta, a partir de movimentos grevistas da segurança, da saúde e da educação. 


Em 11 de março deste ano, pressionado, o Governo de Minas enviou uma versão final do projeto de lei que trata da recomposição salarial geral de 10,06%, com adendo do pagamento retroativo a janeiro de 2022 para as três categorias e aumento do auxílio vestimenta aos militares.


(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )


Na ocasião, Zema já fez um aviso: vetaria qualquer índice superior ao proposto originalmente. "Tenho certeza que nossa Assembleia não vai querer prejudicar mais de 600 mil mineiros, que são aqueles que trabalham ou são aposentados pelo Estado. E como já disse, qualquer coisa maior que vier, será vetada. Então, não temos condição de fazermos", disse, em entrevista coletiva.

Os deputados não gostaram da fala de Zema e emendaram o projeto com os adicionais propostos. Em 30 de março, o texto foi aprovado em segundo turno e com os novos índices emendados. O governador sancionou o texto original e vetou as emendas, dando início à nova tramitação quanto à derrubada do veto - concretizada nesta terça-feira.

CUT aplaude deputado bolsonarista Bruno Engler em MG


O Governo de Minas argumenta que não tem condições de pagar o proposto pelos deputados estaduais. O próprio governador foi às redes sociais nessa segunda-feira e disparou contra os parlamentares em maio à tramitação pela derrubada do veto.

"Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão", começou. "O reajuste de 10% é hoje o limite que o Estado consegue pagar a todos os 600 mil servidores, ativos e inativos, e terá impacto de R$ 5 bilhões/ano nas contas de Minas", completou Zema, no Twitter.


A reportagem solicitou uma nova resposta ao Governo de Minas, agora que o veto de Zema foi derrubado. Agora, por lei, o Executivo tem até 48 horas para sancionar as emendas anteriormente vetadas. Com a visível irredutibilidade do Executivo, há possibilidade de o caso ser judicializado.


Clima de "velho normal"

A votação desta terça-feira lembrou os tempos pré-pandemia de coronavírus. Desde o início da manhã, a ALMG estava tomada por servidores com faixas e cartazes, que protestavam contra o governador mineiro.

Depois, os manifestantes lotaram a galeria da Assembleia, com capacidade para 212 pessoas - cerca de 800, segundo o Legislativo, ainda acompanharam da parte externa, onde um telão e caixas de som foram instaladas. Uma das "casas do povo" de Belo Horizonte, o Legislativo fez valer a alcunha e, entre uma declaração e outra, gritos ou manifestações eram ouvidas.

Ressalta-se que o uso das máscaras de proteção é obrigatório, mesmo com a COVID-19 em desaceleração em BH e no estado mineiro. Ao fim, os servidores comemoraram a derrubada dos veto de Zema.


Educação

O índice da recomposição adicional dos servidores da educação pode ser explicado por conta do cumprimento do pagamento do piso nacional da categoria - que alega que o governo não o cumpre. A emenda, agora novamente referendada pelo Legislativo, também fixa o adicional para esses servidores.

A acusação também foi questionada por Zema nessa segunda-feira, quando foi às redes sociais. "Minas cumpre a lei e, inclusive, vem pagando acima do piso nacional dos professores, que é referente a 40h por semana. Aqui, o salário base inicial para o cargo de 24h é R$ 2.135. Enquanto o piso estabelecido até 2021, equivalente a 24h, seria de R$ 1.731. Com o aumento de 10% a todos os servidores de Minas, o inicial dos professores passará a R$ 2.350, ainda superior ao piso nacional, que em fevereiro foi reajustado em 33%", começou.

"Na proporcionalidade de 24h, o piso nacional foi pra R$ 2.307. Aqui, o reajuste será retroativo a janeiro de 2022 para todos os profissionais da educação. Esse pagamento é proporcional ao tempo trabalhado, conforme entendimento da Justiça, permitindo que professores ocupem mais de um cargo e, assim, tenham mais de um vencimento", completou.

Futuro

Deputados estaduais comentaram o resultado da reunião extraordinária, convocada para apreciação do veto de Zema. Líder do bloco de oposição, André Quintão (PT) considera justa a anulação da ação do governador e crê que, caso a Justiça seja acionada por parte do governo, a recomposição sugerida pela ALMG será mantida.

"Se ele judicializar, o debate vai para outra esfera. Mas já existe, por exemplo no caso do piso nacional, uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado que o piso seja pago, porque é uma legislação federal, está na Constituição mineira. Esperamos que a Justiça, caso ele de fato judicialize, esteja do lado do povo mineiro, principalmente daquele que depende da escola pública, do Sistema Único e precisa da segurança pública", afirmou.

Já Guilherme da Cunha, correligionário de Zema, criticou a votação e, ao contrário de Quintão, vê que a Justiça vai barrar os índices propostos pelo Legislativo. "É uma grande farsa em busca de voto. Não só apenas eu, mas tenho certeza que todos os deputados sabem que os acréscimos feitos pela Assembleia são inconstitucionais, que vão ser questionados na Justiça, que o governador já avisou isso, e que a Justiça deve derrubar esses acréscimos inconstitucionais feitos pela Assembleia".

O presidente do Parlamento, Agostinho Patrus (PSD), alfinetou Zema e refutou críticas do governador direcionadas a ele. "Perde em uma semana por 50 votos a 0 e na outra semana por 55 a 3. Ainda quer dizer que a culpa é de alguém que sequer vota? Promessa é feita para ser cumprida e mentira tem perna curta", pontuou, em menção ao placar da votação em segundo turno do projeto dos rejustes, ocorrida antes do veto.
Por Ua Clauhs via EM

Governador Zema INSATISFEITO com derrota para o funcionalismo público, vai à Justiça tentar barrar emendas que aumentam salários

"55 Deputados Estaduais ficam votam a favor dos funcionários públicos de Minas Gerais e derrubaram veto de Zema a reajuste para Educação, Saúde e Segurança" 

(foto: Leandro Couri/EM/DA PRESS)

Depois que os deputados estaduais de Minas Gerais derrubaram, no início da tarde desta terça-feira (12/4), o veto do governador mineiro Romeu Zema (Novo) relativo a um reajuste salarial ampliado para servidores da Segurança Pública, Educação e Saúde, o governo anunciou que vai entrar na Justiça contra as emendas parlamentares que preveem reajustes salariais maiores para servidores da segurança, da educação e da saúde.


Em nota, o governo mineiro alega que não tem condições de pagar o proposto pelos deputados estaduais. 

“A irresponsabilidade na gestão de pessoal pode precarizar e inviabilizar a prestação de diversos serviços públicos e agravar ainda mais a sustentabilidade fiscal do Estado”, disse o governo. “Medidas inconsequentes sob o prisma fiscal podem comprometer a própria gestão de pessoal, prejudicando a regularidade do pagamento dos servidores públicos ativos e inativos e dos pensionistas, o que já aconteceu em passado recente”, completou.


Contestação

O artigo 10 trata de adicional de 14% para as forças de segurança e da saúde e reajuste de 33,24% para os servidores da educação, além dos 10,06% propostos anteriormente pelo executivo.

De acordo com o governo, o artigo viola o processo legislativo previsto na Constituição do Estado, ao acarretar aumento substancial das despesas públicas relativas ao pagamento dos servidores, sem que haja previsão da fonte de custeio.

Já o artigo 11 propõe o pagamento de auxílio social – em três parcelas anuais, cada uma correspondente a 40% da remuneração básica do soldado de 1ª classe – a servidores da segurança inativos e pensionistas. 

Segundo o governo, o artigo também não é acompanhado da estimativa do impacto orçamentário e financeiro. 


Votação

Mais cedo, foram 55 votos contra o veto e três a favor na Assembleia. Para derrubá-lo, eram necessários 39 votos contrários. Apenas os deputados Bartô (PL), Guilherme da Cunha (Novo) e Laura Serrano (Novo) votaram pela manutenção.

Imagem whatsapp/educação

O assunto tomou conta da ALMG desde antes de entrar em pauta, a partir de movimentos grevistas da Segurança, da Saúde e da Educação. 

Em 11 de março deste ano, pressionado, o Governo de Minas enviou uma versão final do projeto de lei que trata da recomposição salarial geral de 10,06%, com adendo do pagamento retroativo a janeiro de 2022 para as três categorias e aumento do auxílio vestimenta aos militares.

Por Ua Clauhs via EM

sábado, 9 de abril de 2022

SERVIDORES DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE BH ENCERRAM GREVE INSATISFEITOS E ACEITAM REAJUSTE PROPOSTO

"Professores consideram proposta insuficiente, mas decidiram retomar as aulas em respeito aos alunos"

(foto: Sind-Rede-BH)

Os servidores da rede municipal de Educação de Belo Horizonte decidiram, na tarde desta sexta-feira (8/4), que vão aceitar o reajuste proposto pela prefeitura da capital e encerrar a greve, após 24 dias de paralisação. 

“A greve foi encerrada com o sentimento de que a luta não acaba aqui, mas sem desprezar as vitórias que teve. A avaliação do comando é que a greve fez a prefeitura se movimentar, mostrando a capacidade de organização da categoria”, informou, em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH).

Segundo Vanessa Portugal, diretora da entidade, a decisão foi tomada pensando nos alunos e demais envolvidos do setor da Educação.

“Apesar de repudiar a lógica da prefeitura de destruição da carreira, os trabalhadores da educação, em respeito aos estudantes e à comunidade escolar, resolveram dar um passo atrás nesse momento, mas não abandonar a luta”, declarou.

A prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que nos próximos dias serão divulgados “os parâmetros para reposição integral dos dias parados para garantia da oferta dos 200 dias letivos previstos na legislação educacional”.

Proposta aprovada

A assembleia optou por aceitar a primeira das duas propostas de reajuste feitas pela prefeitura de Belo Horizonte e autorizou que o projeto seja enviado para a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). 

Confira as alterações:

  • Reajuste de 11,77% de duas vezes, sendo 5% em julho e 6,77% em novembro;
  • Um nível para os Assistentes Administrativos Educacionais (AAEs);
  • Aumento do vale refeição para R$ 24,60;
  • Duas progressões para professor do fundamental e ingresso no nível 12 (junho);
  • Duas progressões para professor do infantil e ingresso no nível 10 (junho), no nível 11 (dezembro) e no nível 12 (abril de 2023)
Por Ua Clauhs via www.em.com.br


COMENTANDO

A greve se inicia, todos muito afoitos e acreditando, como desde quando?, que desta vez vai... ah vai!!! Permaneçam firmes companheiros! Juntem-se a nós os contratados, afinal somos todos professores e, com os mesmos direitos? Balela! Pode até ser, momentaneamente. 

Esse é o século XXI, tempos de novatos na educação, porém com uma presença marcante de seis décadas ou mais em atividade na profissão.

Quantas greves foram vistas?
Quantos reajustes salariais reenvindicamos?
Quantos líderes sindicais você conheceu e que negociou X na presença de todos e Y em particular a favor de N pessoas de interesses particulares escusos?

Longe de nós querermos acusar qualquer líder sindical  ou levantar suspeita, mas você já ouviu falar de um país corrupto em todas as esferas chamado BRASIL? Esse é o nosso país, enquanto essa é a bandeira da maioria, a corrupção.

Quando pensávamos que a resistência poderia nos garantir um sentimento de LUTA COMPLETA com  ao menos uma vez na vida a garantia de um LADO VENCEDOR por direito e de acordo com a justiça, pelo direito, infelizmente o que ouvimos é a famosa resposta medíocre e planejada:

"Não estamos satisfeitos, mas retornamos porque estamos preocupados com os alunos."

Mas e com os professores, quem se preocupa? 
Ao quê realmente temos direito, 33,24% ou que o meu EXECUTIVO acreditar ser melhor e afirmar poder pagar?

Por ventura, o povo decide o valor do salário que deve receber o executivo e legislativo?

O povo tem a força de quem o lidera! É juntado e sai as ruas por e com quem os lidera. Se há direitos por DIREITO então não há porque recuar ou aceitar migalhas parceladas. 

Quem foi o povo? Quem é o povo? Quem será o povo?

Não houve vitória nenhuma da educação municipal de Belo Horizonte, e sim, como foi dito e por nós destacado na reportagem do site estado de Minas acima, que os profissionais recuaram pela mesma história de sempre, POR AMOR...
AMOR as dívidas
AMOR a humilhação
AMOR ao executivo
AMOR ao legislativo
AMOR as leis
Mas nunca por AMOR a si próprio e pela família que tanto depende dos seus proventos. 

O AMOR nos comove e nos deixa sensíveis a ponto de continuar aceitando, levando, parcelando, desdobrando e levantando bandeiras de demônios. 


Se levarmos em consideração, e o Locomotiva cita somente e tão apenas, 42 cidades do Estado do Ceará cujos prefeitos garantiram o reajuste de 33,24% para a educação, entenderemos a derrota por AMOR aos alunos da educação municipal de Belo Horizonte. 


Mas também a desculpa com sabor de autoridade ao acreditarem que a mobilização foi uma demonstração de união e grande força, o que é outra balela! Apenas letras de consolação.

Nossos sinceros sentimentos de solidariedade a classe dos profissionais da educação de BH e como foi dito na supracitada matéria: "...ficou o sentimento de que a luta não acaba aqui...", foi apenas parcelada como a proposta aprovada. 

Por Ua Clauhs

Tragédia de Mariana repercute em Londres; Mineradora pode ser processada

"Cartazes lembrando os atingidos foram levantados em frente à corte, que já ouviu advogados e vai decidir se a BHP será ou não processada no Reino Unido"

(foto: Mateus Parreiras/EM/D.A Press)

Londres Mariana, Bento Rodrigues, Governador Valadares, Tumiritinga, Galileia. Essas e muitas outras cidades da Bacia do Rio Doce atingidas pelo rompimento da Barragem do Fundão foram lembradas em cartazes erguidos por atingidos, indígenas e prefeitos dos municípios, na tarde dessa sexta-feira (8/4), em frente das cortes de Justiça Real do Reino Unido, em Londres. A manifestação despertou a curiosidade de muitos ingleses que passavam no local no horário de pico.

Depende agora do julgamento de três juízes do Tribunal de Apelação a decisão sobre o prosseguimento ou não da ação de 200 mil atingidos brasileiros representados pelo escritório internacional PGMBM, que querem processar no Reino Unido a empresa anglo-australiana BHP Billiton.

Ao lado da Vale, a BHP controla a Samarco, mineradora responsável pela barragem. Após uma semana de argumentações na corte, cabe aos magistrados decidirem em algumas semanas se a companhia pode ser julgada no país pela destruição que a ruptura do barramento trouxe à Bacia Hidrográfica do Rio Doce, entre Minas Gerais e o Espírito Santo. A indenização seria de cerca de 5 bilhões de libras (R$ 31 bilhões).

 Nessa sexta-feira (8/4), último dia de julgamento, os advogados da BHP descreveram os esforços de reparação da empresa aos atingidos por meio da Fundação Renova, apontando que a Justiça estaria ao alcance de qualquer brasileiro e que um processo na Inglaterra duplicaria ações já em curso no Brasil.

Por outro lado, os advogados dos atingidos, do escritório internacional PGMBM, mostraram que, mais de seis anos depois do rompimento, não há em curso um processo indenizatório que abranja as vítimas no Brasil e possibilite uma total compensação.

Entre os atingidos, são representados nessa ação 25 municípios mineiros e capixabas, incluindo Mariana – cidade mais devastada e que chegou a ter dois povoados praticamente dizimados pela lama –, cinco autarquias, seis instituições religiosas e 530 empresas de diferentes portes.

CIDADES EM ESPERA

Na Inglaterra, o prefeito de Mariana, Juliano Duarte, planeja investimentos de curto e logo prazos com a verba que pode ser conquistada caso o processo seja aceito e julgado no Reino Unido.

“Vejo que Mariana chegaria a um outro patamar. Gostaria de priorizar alguma áreas, como o nosso sistema de abastecimento e distribuição de água da cidade e o tratamento de 100% do esgoto do município”, afirma o chefe do Executivo municipal.

Juliano afirma que também prioriza projetos habitacionais e a criação de um fundo de investimento para depositar recurso.

“Gerenciado esse fundo, com os lucros podemos financiar políticas públicas. É importante implementar ações urgentes, mas é igualmente importante pensar no futuro. Um fundo seria muito interessante para garantir esse poder de investimentos”, afirma.

Juliano Duarte diz considerar que o prosseguimento da ação na Inglaterra seja uma questão de justiça.

“As coisas caminham bem na corte do Reino Unido, ao contrário do Brasil, onde não se tem uma perspectiva de reparação. Foi um trabalho que começou no passado (2018) com o ex-prefeito de Mariana, Duarte Júnior – irmão de Juliano, e agora estamos unidos com os prefeitos da bacia hidrográfica. Sabemos que se a ação for aceita na Inglaterra teremos uma chance maior de justiça, já que no Brasil as questões caminham muito aquém das necessidades dos atingidos. O reconhecimento trará benefícios não apenas a Mariana, mas a todos os municípios afetados, pessoas físicas e jurídicas. Temos de reconhecer e parabenizar os advogados desta causa, pois até aqui fizeram um brilhante trabalho”, considera o prefeito.

 O prefeito de Galileia, Juarez da Silva Lima, o Jujuba, afirma que mesmo a 600 quilômetros do local do rompimento em Mariana, o município, margeado pelo Rio Doce, foi devastado pela onda de rejeitos.

"Tivemos um prejuízo imensurável. Pegou-nos de surpresa, nem acreditava que a lama chegasse. Psicologicamente, foi duro. Muitos pescadores vendo os peixes e o rio de onde tiravam o sustento morrendo. Hoje, estamos esperançosos. A ação no Reino Unido é uma oportunidade única para trazer a reparação para a comunidade. Não estamos na Inglaterra atrás de dinheiro. Estamos atrás de justiça, que não temos no Brasil. O dinheiro é importante para trazer alento para a região. Somos de uma região pobre, nosso município é muito carente, temos muitos habitantes que são pessoas humildes”, definiu o prefeito.

O advogado Elias Souto, coordenador da equipe que representa os atingidos na área de Governador Valadares, considerou que o trabalho feito na Inglaterra trouxe para a apreciação da Justiça a realidade trágica do Rio Doce e de seus habitantes.

“Foi um trabalho duro, uma longa estrada até aqui. Fortalece a  esperança de que os atingidos sejam enfim ouvidos, nem que seja fora do Brasil. Essa ação é um marco para nós, um divisor de águas. Se conseguirmos a decisão de que a BHP poderá ser processada no Reino Unido, tudo vai mudar. Chegaremos, enfim, muito próximos da indenização. Uma resposta justa às pessoas que sofreram com o rompimento da barragem e permanecem sofrendo com a injustiça”, considera.

PRESSÕES

Um dos sócios do escritório PGMBM, Tomás Mousinho se disse confiante e que o objetivo é garantir que qualquer indenização aos clientes seja justa, permitindo que as pessoas prossigam com sua vida, que ainda está sendo afetada pela tragédia.

"Estamos extremamente confiantes no sucesso da ação, principalmente depois da decisão de reabertura, que já foi histórica. Esse caso é um dos maiores da história do Judiciário do Reino Unido e ele é um caso brasileiro, é de autores brasileiros, no qual o direito brasileiro material está sendo aplicado", observa.
 
Segundo ele, desde 2018, quando o caso foi apresentado no Reino Unido, os clientes têm sofrido pressões.

"Nossos clientes têm reclamado que lhes foi proposto concordar com uma chamada ‘cláusula de quitação integral’ em relação à ação inglesa quando eles não têm certeza se a indenização que podem receber no Brasil é proporcional às perdas que buscam ver indenizadas na Inglaterra. Também não está completamente claro para nós quão válidas são certas cláusulas de quitação. Seria uma matéria a ser decidida pela corte inglesa".

O QUE DIZ A RENOVA

Por meio de nota, a Fundação Renova informou que permanece dedicada ao trabalho de reparação, propósito para o qual foi criada.

“Cerca de R$ 20,01 bilhões foram desembolsados nas ações de reparação e compensação pela Fundação Renova até fevereiro de 2022. As indenizações e auxílios financeiros emergenciais (AFEs) pagos a atingidos de Minas Gerais e do Espírito Santo chegaram a R$ 8,74 bilhões, para mais de 368,4 mil pessoas”, informa.
 
A fundação afirma ter concluído a implantação da restauração florestal em áreas onde houve depósito de rejeitos, e que a água do Rio Doce pode ser consumida após tratamento.

“Também foi concluído o repasse de R$ 830 milhões para os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e 38 municípios para investimentos em educação, infraestrutura e saúde. Neste ano, o orçamento previsto da Fundação é de R$ 10,4 bilhões, sendo destinados mais R$ 5,4 bilhões para indenizações e R$ 1,79 bilhão para os reassentamentos”.

Por Ua Clauhs via em.com.br

BH tem alerta de pancada de chuva válido até domingo (10/4)

"A Defesa Civil informou que até às 8h deste domingo deve cair de 20 a 30 mm de chuva com raios e rajadas de vento de 50 km/h"

(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Belo Horizonte está sob alerta de pancadas de chuva até às 8h deste domingo (10/4). De acordo com a Defesa Civil da capital, a precipitação de 20 a 30 milímetros pode vir acompanhada de raios e rajadas de vento em torno de 50 km/h.

O órgão orienta os moradores de BH a evitarem áreas de inundação e não trafegar em ruas próximas a córregos e ribeirões no momento das pancadas de chuva. Áreas próximas a encostas e morros também exigem atenção redobrada.

Caso surjam rachaduras nas paredes das casas, fendas e minas de águas no terreno, a Defesa Civil deve ser avisada imediatamente através do telefone 199. No caso de rompimento de fios e cabos elétricos, moradores devem acionar a Cemig no número 116.


Confira todas as orientações da Defesa Civil em caso de chuva forte:

  • Redobre a sua atenção! Evite áreas de inundação e não trafegue em ruas sujeitas a alagamentos ou perto de córregos e ribeirões nos momentos de forte chuva.
  • Não atravesse ruas alagadas nem deixe crianças brincando nas enxurradas e próximo a córregos.
  • Não se abrigue nem estacione veículos debaixo de árvores.
  • Atenção especial para áreas de encostas e morros.
  • Nunca se aproxime de cabos elétricos rompidos. Ligue imediatamente para CEMIG (116) ou Defesa Civil (199).
  • Se notar rachaduras nas paredes das casas ou o surgimento de fendas, depressões ou minas d'água no terreno, avise imediatamente a Defesa Civil.
  • Em caso de raios, não permaneça em áreas abertas nem use equipamentos elétricos.

Alertas

Os moradores de Belo Horizonte podem receber os alertas de risco de chuvas fortes, granizo, tempestades, vendavais, alagamentos, risco de deslizamentos de terra e outros fenômenos meteorológicos por SMS.

Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem de texto com o CEP da sua rua para o número 40199 e uma mensagem de confirmação será enviada na sequência. O serviço não tem custo.

As informações também são disponibilizadas nas redes sociais da Defesa Civil.

Por Ua Clauhs em.com.br

Lucro com Pix atrai PCC para roubos de celular em bairros nobres de SP

"A quadrilha tem uma célula na Bela Vista, região central, para desbloquear aparelhos roubados no bairro ou em áreas próximas"

Foto Reprodução

Os altos lucros obtidos por quadrilhas que fazem roubos por meio do Pix, ferramenta de pagamento instantâneo, atraíram a atenção do Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme investigação da Polícia Civil de São Paulo. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) identificou que a facção atua no controle de crimes de transferência de dinheiro com celulares roubados em bairros de classe média alta da capital.

Conforme os investigadores, a quadrilha tem uma célula na Bela Vista, região central, para desbloquear aparelhos roubados no bairro ou em áreas próximas, como a Paulista, Consolação e Jardins. Os ladrões levam os telefones rapidamente para quartos de pensões em pontos estratégicos, onde transferem valores antes que os donos tomem providências de bloqueio de senhas e comunicação do crime.


"Você vê movimentações de R$ 50 mil, de mais de R$ 100 mil. Teve uma vítima que veio aqui e, em um só Pix, o cara fez um empréstimo de R$ 26 mil e transferiu tudo", diz Anderson Honorato, delegado assistente da 2ª Delegacia do Patrimônio. Segundo ele, o lucro obtido com as transferências efetuadas após os roubos é, em média, de cerca de R$ 50 mil por aparelho.

"Geralmente, quem rouba o celular ganha uma porcentagem do que eles conseguem desviar a partir do aparelho. Uma parte fica com o laranja da conta, uma parte fica com o chefão, uma parte com quem faz o trabalho. Vai fatiando: uma porcentagem para cada um", explica o delegado.


MUDANÇA

A suspeita é que quando esse roubos começaram a ganhar força, no ano passado, não havia muito envolvimento de membros do PCC, uma vez que seriam crimes que atraem a atenção da polícia e atrapalham o tráfico. Com o tempo, contudo, viu-se que poderia ser algo lucrativo pelo valor das transações, e a organização criminosa cooptou a quadrilha que atua nas proximidades da Bela Vista. "Mais ou menos um mês atrás, a gente fez uma incursão", relata Honorato. Cinco suspeitos de cerca de 20 anos foram detidos. O delegado relata, então, que eles explicaram o esquema e indicaram a intervenção do PCC. Posteriormente, o membro da facção que comandaria a quadrilha na Bela Vista foi detido pelos policiais, mas solto por falta de provas. Os investigadores aguardam autorização do Judiciário para analisar informações no celular do suspeito.


"A gente acredita que continua controlando a molecada que faz isso aí (roubos com Pix). Anteontem, recebemos mais uma informação: um dos meninos que faz as transferências, ou os desbloqueios, teria acabado de receber um celular roubado", conta o delegado. Com base na suspeita, os policiais do Deic flagraram na quarta-feira o suspeito da quadrilha em uma rua da Bela Vista.


O jovem de 22 anos, suspeito de ser um dos responsáveis por fazer o desbloqueio dos celulares, teria sido encontrado com um aparelho roubado na região do Parque do Ibirapuera. Conforme o delegado, ele estava saindo de uma pensão, local utilizado pelos criminosos que desbloqueiam o celular e fazem as transferências. Honorato aponta ainda que os roubos dessa quadrilha específica são concentrados na região da Bela Vista, o que facilita a execução das transferências por Pix.


"O crime mais fácil para eles é pegar o celular aberto (destravado). A pessoa está lá vendo Google Maps no carro, quebram o vidro, pegam o celular e não deixam ele bloquear", explica. "A quadrilha aproveita muito o trânsito parado para atuar. Na Paulista, tem o pessoal falando no celular, aí passa o cara de bicicleta, tem cara que se especializa em quebrar vidro de carro."


No caso do suspeito preso nesta quarta, o delegado aponta que a técnica utilizada para desbloqueio de celular das vítimas era "bastante rudimentar". "Ele tira o chip e coloca em um outro iPhone dele, que aí não tem senha. Em seguida, manda mensagem para a vítima, tentando enganá-la para clicar em alguma coisa para desbloquear o iCloud", explica. "Desbloqueando o iCloud, ele derruba todo o resto. Troca a senha do celular original, volta o chip e aí começa."


DIVISÃO

Honorato relata que essa é uma das técnicas, mas não a única. Ao conseguir desbloquear os celulares, segundo o delegado, os criminosos entram em contato com os responsáveis por conseguir as contas laranjas para onde o dinheiro é desviado - os chamados "tripeiros". Eles seriam os que mais lucram no crime. "Um dos meninos falou que ele ficava com 10% e o tripeiro ficava com mais de 30%", explica, em alusão ao primeiro grupo detido.


O membro do PCC que atua na Bela Vista, em meio a isso, tem a função de coordenar o fluxo de crimes e de puxar uma parcela do lucro para a facção, segundo a polícia. Após as transações serem efetuadas, há ainda uma outra etapa, de destinação dos celulares. Nessa parte, entrariam no processo quadrilhas com atuação no centro. Eles enviam, segundo a polícia, os aparelhos para serem vendidos fora do País. Até o momento, essa parte ainda está incipiente na investigação, mas o delegado informou que os policiais têm atuado para entender transações e o "caminho do dinheiro".

Por Ua Clauhs via noticiasaominuto

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Metroviários decidem manter greve em BH e reclamam de falta de negociação

"Serviço está funcionando em escala mínima há 17 dias, dificultando a vida da população"


Foto: Flávio Tavares

Após nova assembleia geral realizada na noite desta quarta-feira (6), os metroviários de Belo Horizonte decidiram pela manutenção da greve do serviço em Belo Horizonte por tempo indeterminado. Com isso, já são 17 dias em escala mínima, das 10h às 17h - horário insuficiente para a maioria da população.


O encontro ocorreu na Estação Central do metrô e reuniu empregados e diretores do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro). De acordo com o presidente da entidade, Romeu José Machado, a reunião deliberativa terminou "como o esperado", já que, segundo ele, não houve nenhuma sinalização do Governo Federal para uma abertura nas negociações.

"Não está nas nossas mãos. Mesmo com todo o transtorno causado à população, mesmo com nós, dispostos a encerrar a paralisação e retornar ao trabalho já no dia seguinte, o governo não deu nenhuma sinalização. Por isso, a categoria decidiu por manter a manifestação". Conforme Romeu, 90% dos metroviários aderiram à greve na capital mineira. 


A diretoria do Sindicato dos Metroviários ainda informou que fará uma reunião fechada na próxima segunda ou terça-feira (12). Ainda não há data para nova assembleia dos empregados.


Reivindicação por diálogo

Ainda de acordo com o presidente do Sindmetro, os trabalhadores reivindicam uma negociação direta com a União no caso da privatização dos trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU-BH). "Somos concursados. Não entramos com indicação política de ninguém. A gente entende que, no mínimo, deveria ter havido uma negociação prévia", finalizou.


A reportagem de O Tempo procurou os ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional - responsáveis pela condução do processo de desestatização do metrô - e aguarda um posicionamento sobre a manutenção da greve em BH.

Por Ua Clauhs via otempo

GOVERNADOR ZEMA EM QUEDA DE BRAÇO COM A EDUCAÇÃO

"Professores de todo o Estado de Minas Gerais se unem contra afronta do governo Zema que vem dando calote em todas as classes do funcionalismo público."

Foto Reprodução Reeditada


Professores de praticamente todas as regiões de Minas Gerais viajaram por horas e se reuniram desde a madrugada do dia 06 de Abril em frente da Assembleia Legislativa, por mais uma vez, afim de lutar pelos seus direitos e contra ciladas armadas pelo governador Zema como o Regime de Recuperação Fiscal e com isso o congelamento salarial por mais de nove anos, além de outras perdas de benefícios especialmente a servidores concursados e não concursados. 

O deputado estadual Agostinho Patrus escreveu o seguinte: "Mais um plano sórdido: governo do Estado quer enviar reajuste de cerca de 10% aos servidores públicos e obrigar votação do RRF. Assim, após 10 anos sem ganhos reais, o professor, o médico e o agente da segurança ficarão mais nove anos sem", escreveu o presidente da Assembleia, no Twitter.

Após pronunciamentos e atos no decorrer de toda a manhã e tarde com presenças de lideranças de todo o estado mineiro e inclusive da https://twitter.com/assembleiamg, os profissionais da educação saíram pelas principais ruas de BH acompanhados pela PM e Orgão competente de transito de maneira organizada e ordeira, sendo respeitados pelos que assistiam o movimento nas avenidas e pelas janelas dos edifícios. 



"O movimento vem crescendo a cada dia e pode se tornar um exemplo de luta para todo os demais estados brasileiros."

Em uma conversa com a professora M. F. M, a mesma nos relatou: "Se trata tanto de uma luta em prol dos direitos e assim da dignidade, afinal estamos sem ânimo de ir pra sala de aula e muito pior, Minas Gerais é um dos estados que paga muito mal, altos impostos, e muito caro pra se viver, queremos o que é nosso", e acrescentou: "Desde Pimentel não que vejo uma greve assim, quando conseguimos tirar quem prejudicava a educação e todo o estado. Votamos em Zema porque nos encontrávamos em uma situação de urgência na troca daquele maldito governo, mas caímos nas mentiras do Zema e precisamos coloca-lo no seu devido lugar, ou seja, na administração da sua ELETROZEMA  e não do nosso dinheiro porque se trata de um caloteiro mentiroso."

O governador de Minas vem tratando tudo que seja contra a sua vontade e manobra como POLITICAGEM, uma auto defesa pra justificar seus calotes e atitudes orquestrada pela maneira privada de administrar e, segundos julgares dos mineiros, Zema administra o estado de Minas Gerais como administra a Eletrozema, empresa de sua propriedade, além de instruído por outro empresário que teria injetado mais de R$1.000.000.00 de reais em sua campanha. 


Foto: sindutemg

Outras manifestações já foram marcadas logo depois que todos os profissionais não levantaram as mãos a favor do retorno das aulas e sinalizaram que, a força que colocou Zema como governador de Minas será a mesma que irá exonera-lo. Lembramos aqui a exoneração do superintendente da 37ª SRE de Teófilo Otoni logo após a manifestação anterior a esta e que vem crescendo assustadoramente. 

Na oportunidade o Blog Locomotiva de Minas faz aqui menção aos professores da REDE MUNICIPAL DE ENSINO da Belo Horizonte que estavam reunidos na Praça da Estação em BH e, igualmente, porém pela parte da manhã, saíram em grande caravana pelas principais ruas em cobrança ao atual prefeito Fuad Noman que tomou posse no dia 29 de Março, podendo assim cumprir com o reajuste daqueles nobres colegas profissionais sem a necessidade de lutar pelo próprio direito, mas infelizmente o prefeito tem se mostrado ser a continuidade do erro e da injustiça. 

Foto reprodução com reedição

A luta da classe também leva a voz das classes saúde e segurança, mas deixa bem claro que a educação está cansada, sem folego, porém determinada. 

A ultima votação na Assembleia Legislativa de Minas com um resultado de 50 X 0 a favor dos profissionais soou bem e os profissionais de todas as áreas, como nunca dantes, procuravam saber quem foram os deputados e quem são os que permanecerão ou se aliarão ao povo mineiro, uma vez que é pela educação que tudo perpassa. 

Afinal, qual o valor de um  mandato diante de um cenário de negociação, ou seja, o famoso "Toma lá, dá cá" e que se dane os professores e todos os demais, e a situação de despertamento político em que vive todo o povo brasileiro. 

Percebemos novos candidatos com maneiras políticas de agir diferentes devido os acontecimentos de corrupção terem sido expostos nos últimos governos, além das redes sociais permitirem que o povo desde muito jovem saiba sobre a fanfarra de políticos e inclusive da própria justiça como um todo. 

Os profissionais da educação, saúde e segurança estão atentos e patriotamente vigilantes enquanto novos cidadãos eleitores brasileiros, enganados por décadas. 

O Locomotiva faz essa seguinte indagação: "Quanto vale o mandado de um deputado?" Sabemos que existem os interesses partidários e próprios de cada legislador e, portanto, a partida se inicia como em um jogo de xadrez, enquanto o governo Zema se mantem em uma queda de braço com quem o contratou, o povo. Deputado, qual é o seu preço?: Mais mandatos ou alguns milhões e cargos para que seus indicados permaneçam? O que seu partido quer? O que Vossa senhoria quer? Porque os profissionais sabem o que querem e porque lutam. 

O nosso blog sugere que escolham com consideração e consciência porque estamparemos nesse blog vossas fotos e seus rostos e seus nomes permanecerão no hipocampo, região que mantém intima relação com os nossos neurônios.  

Desejamos força aos profissionais e aos deputados de caráter. 

Por UA CLAUHS

UA CLAUHS

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Warley Alberto Clauhs Formação: Graduado em Letras . Pós Graduado em Arte em Educação. Graduação em Pedagogia. Graduando em Artes. Preparado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Teatrais -SP. Poeta, Ator, Radialista e blogueiro.