"Assembleia de Minas voltou a referendar recomposição ampliada de 33,24% para educação e 14% para segurança e saúde"
(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Por 55 votos a três, os deputados estaduais de Minas Gerais derrubaram, no início da tarde desta terça-feira (12/04), veto do governador mineiro Romeu Zema (Novo) relativo a um reajuste salarial ampliado para servidores da Segurança Pública, Educação e Saúde. Zema vetou, na segunda-feira (4) da semana passada, um adicional de 14% para segurança, saúde e 33,24% para educação, referendando uma recomposição de 10,06% a todo funcionalismo público. Eram necessários 39 votos para que o veto fosse derrubado.
Na reunião extraordinária que começou 10h e terminou no início da tarde, 16 deputados se manifestaram favoravelmente à derrubada do veto: Ulysses Gomes (PT), Coronel Sandro (PL), André Quintão (PT), Cristiano Silveira (PT), Betão (PT), Professor Cleiton (PV), Doutor Jean Freire (PT), Beatriz Cerqueira (PT), Delegado Heli Grilo (União), Cleitinho Azevedo (Cidadania), Ana Paula Siqueira (Rede), Sargento Rodrigues (PL), Bruno Engler (PL) e Cássio Soares (PSD).
Eles concordaram com o relatório emitido nessa segunda-feira (11) por Sávio Souza Cruz (MDB) na comissão especial que analisou o veto. Guilherme da Cunha (Novo) e Bartô do Novo (PL) foram os dois que falaram em plenário com opinião contrária à decisão da maioria dos parlamentares.
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O assunto tomou conta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) desde antes de entrar em pauta, a partir de movimentos grevistas da segurança, da saúde e da educação.
Em 11 de março deste ano, pressionado, o Governo de Minas enviou uma versão final do projeto de lei que trata da recomposição salarial geral de 10,06%, com adendo do pagamento retroativo a janeiro de 2022 para as três categorias e aumento do auxílio vestimenta aos militares.
(foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press )
Os deputados não gostaram da fala de Zema e emendaram o projeto com os adicionais propostos. Em 30 de março, o texto foi aprovado em segundo turno e com os novos índices emendados. O governador sancionou o texto original e vetou as emendas, dando início à nova tramitação quanto à derrubada do veto - concretizada nesta terça-feira.
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"Cuidado com as fake news daqueles que só se interessam por votos. Os servidores públicos merecem respeito, que começa por dizer a verdade, sem mentiras ou ilusão", começou. "O reajuste de 10% é hoje o limite que o Estado consegue pagar a todos os 600 mil servidores, ativos e inativos, e terá impacto de R$ 5 bilhões/ano nas contas de Minas", completou Zema, no Twitter.
A reportagem solicitou uma nova resposta ao Governo de Minas, agora que o veto de Zema foi derrubado. Agora, por lei, o Executivo tem até 48 horas para sancionar as emendas anteriormente vetadas. Com a visível irredutibilidade do Executivo, há possibilidade de o caso ser judicializado.
Clima de "velho normal"
A votação desta terça-feira lembrou os tempos pré-pandemia de coronavírus. Desde o início da manhã, a ALMG estava tomada por servidores com faixas e cartazes, que protestavam contra o governador mineiro.
Depois, os manifestantes lotaram a galeria da Assembleia, com capacidade para 212 pessoas - cerca de 800, segundo o Legislativo, ainda acompanharam da parte externa, onde um telão e caixas de som foram instaladas. Uma das "casas do povo" de Belo Horizonte, o Legislativo fez valer a alcunha e, entre uma declaração e outra, gritos ou manifestações eram ouvidas.
Ressalta-se que o uso das máscaras de proteção é obrigatório, mesmo com a COVID-19 em desaceleração em BH e no estado mineiro. Ao fim, os servidores comemoraram a derrubada dos veto de Zema.

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