"Professores consideram proposta insuficiente, mas decidiram retomar as aulas em respeito aos alunos"
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| (foto: Sind-Rede-BH) |
Os servidores da rede municipal de Educação de Belo Horizonte decidiram, na tarde desta sexta-feira (8/4), que vão aceitar o reajuste proposto pela prefeitura da capital e encerrar a greve, após 24 dias de paralisação.
“A greve foi encerrada com o sentimento de que a luta não acaba aqui, mas sem desprezar as vitórias que teve. A avaliação do comando é que a greve fez a prefeitura se movimentar, mostrando a capacidade de organização da categoria”, informou, em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH).
Segundo Vanessa Portugal, diretora da entidade, a decisão foi tomada pensando nos alunos e demais envolvidos do setor da Educação.
“Apesar de repudiar a lógica da prefeitura de destruição da carreira, os trabalhadores da educação, em respeito aos estudantes e à comunidade escolar, resolveram dar um passo atrás nesse momento, mas não abandonar a luta”, declarou.
A prefeitura de Belo Horizonte informou, por meio da Secretaria Municipal de Educação, que nos próximos dias serão divulgados “os parâmetros para reposição integral dos dias parados para garantia da oferta dos 200 dias letivos previstos na legislação educacional”.
Proposta aprovada
A assembleia optou por aceitar a primeira das duas propostas de reajuste feitas pela prefeitura de Belo Horizonte e autorizou que o projeto seja enviado para a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
Confira as alterações:
- Reajuste de 11,77% de duas vezes, sendo 5% em julho e 6,77% em novembro;
- Um nível para os Assistentes Administrativos Educacionais (AAEs);
- Aumento do vale refeição para R$ 24,60;
- Duas progressões para professor do fundamental e ingresso no nível 12 (junho);
- Duas progressões para professor do infantil e ingresso no nível 10 (junho), no nível 11 (dezembro) e no nível 12 (abril de 2023)
COMENTANDO
A greve se inicia, todos muito afoitos e acreditando, como desde quando?, que desta vez vai... ah vai!!! Permaneçam firmes companheiros! Juntem-se a nós os contratados, afinal somos todos professores e, com os mesmos direitos? Balela! Pode até ser, momentaneamente.
Esse é o século XXI, tempos de novatos na educação, porém com uma presença marcante de seis décadas ou mais em atividade na profissão.
Quantas greves foram vistas?
Quantos reajustes salariais reenvindicamos?
Quantos líderes sindicais você conheceu e que negociou X na presença de todos e Y em particular a favor de N pessoas de interesses particulares escusos?
Longe de nós querermos acusar qualquer líder sindical ou levantar suspeita, mas você já ouviu falar de um país corrupto em todas as esferas chamado BRASIL? Esse é o nosso país, enquanto essa é a bandeira da maioria, a corrupção.
Quando pensávamos que a resistência poderia nos garantir um sentimento de LUTA COMPLETA com ao menos uma vez na vida a garantia de um LADO VENCEDOR por direito e de acordo com a justiça, pelo direito, infelizmente o que ouvimos é a famosa resposta medíocre e planejada:
"Não estamos satisfeitos, mas retornamos porque estamos preocupados com os alunos."
Mas e com os professores, quem se preocupa?
Ao quê realmente temos direito, 33,24% ou que o meu EXECUTIVO acreditar ser melhor e afirmar poder pagar?
Por ventura, o povo decide o valor do salário que deve receber o executivo e legislativo?
O povo tem a força de quem o lidera! É juntado e sai as ruas por e com quem os lidera. Se há direitos por DIREITO então não há porque recuar ou aceitar migalhas parceladas.
Quem foi o povo? Quem é o povo? Quem será o povo?
Não houve vitória nenhuma da educação municipal de Belo Horizonte, e sim, como foi dito e por nós destacado na reportagem do site estado de Minas acima, que os profissionais recuaram pela mesma história de sempre, POR AMOR...
AMOR as dívidas
AMOR a humilhação
AMOR ao executivo
AMOR ao legislativo
AMOR as leis
Mas nunca por AMOR a si próprio e pela família que tanto depende dos seus proventos.
O AMOR nos comove e nos deixa sensíveis a ponto de continuar aceitando, levando, parcelando, desdobrando e levantando bandeiras de demônios.
Confira as cidades pelo link: https://www.opovo.com.br/noticias/politica/2022/02/11/professores-de-43-cidades-do-ceara-ja-garantiram-reajuste-salarial-de-3324-veja-lista.html
Mas também a desculpa com sabor de autoridade ao acreditarem que a mobilização foi uma demonstração de união e grande força, o que é outra balela! Apenas letras de consolação.
Nossos sinceros sentimentos de solidariedade a classe dos profissionais da educação de BH e como foi dito na supracitada matéria: "...ficou o sentimento de que a luta não acaba aqui...", foi apenas parcelada como a proposta aprovada.
Por Ua Clauhs



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