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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Haddad vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

"Se Hélder Barbalho no Pará Conseguir se Livrar do Lava Jato, Haddad Conseguiria?"
 

Segundo denúncia, tesoureiro do PT negociou com empreiteira valor para pagamento de dívida da campanha de Haddad para Prefeitura de SP. Haddad diz que denúncias são ‘todas sem provas’, baseadas em delação de quem teve ‘interesses contrariados’
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) virou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após o juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, aceitar a denúncia proposta pelo promotor Marcelo Mendroni, do Gedec, Grupo Especial de Delitos Econômicos.

A denúncia do Ministério Público partiu de delações feitas na Operação Lava Jato. Além de Haddad, outras cinco pessoas viraram réus na ação, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Alberto Youssef (veja lista ao final da reportagem). O MP também havia feito denúncia do crime de formação de quadrilha, mas este trecho da acusação não foi aceito pela Justiça.

De acordo com a denúncia, entre abril e maio de 2013, Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da empreiteira UTC Engenharia S/A, recebeu um pedido de Vaccari da quantia de R$ 3 milhões.

O valor serviria para o pagamento de uma dívida de campanha do então recém-eleito prefeito de São Paulo Fernando Haddad, contraída com gráfica que pertencia a ex-deputado estadual do PT Francisco Carlos de Souza, o Chicão. Nestas condições, João Vaccari Neto, segundo a acusação, representava e falava em nome de Fernando Haddad.

O ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado do PT à Presidência da República já negou reiteradas vezes ter cometido irregularidades e diz que a denúncia se baseia em delação de quem teve “interesses contrariados” (leia mais ao final da reportagem).

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CONTABILIDADE PARALELA
Ricardo Pessoa e Fernando Haddad, segundo a denúncia, se reuniram algumas vezes durante a campanha eleitoral no decorrer de 2012. Ainda segundo a denúncia, constou na agenda de Fernando Haddad já no exercício do mandato de prefeito que ele recebera Ricardo Pessoa pessoalmente, no dia 28 de fevereiro de 2013.

Ricardo Pessoa, segundo o apurado pelo MP, mantinha uma espécie de “contabilidade paralela” junto a João Vaccari, relativa a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da UTC Engenharia S/A com a Petrobras, com uma “dívida” a saldar, em pagamentos indevidos de propinas, da ordem de R$ 15 milhões.

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Ocorre que a solicitação de R$ 3 milhões teria sido atendida. Sendo assim, Ricardo Pessoa a prometeu e ofereceuyy diretamente para João Vaccari Neto e indiretamente para Fernando Haddad. Na sequência e de modo a viabilizar o pagamento, Ricardo Pessoa e João Vaccari Neto trocaram informações a respeito dos números de telefone dos seus prepostos”, diz a denúncia.

Ainda segundo o MP, “para operacionalizar aquele pagamento indevido, João Vaccari Neto indicou e lhe passou o número de telefone celular de Francisco Carlos de Souza (deputado estadual ‘Chicão’). Além disso, o MP aponta que Pessoa também orientou João Vaccari Neto no sentido de que os contatos para o pagamento deveriam ser realizados através de seu diretor financeiro, Walmir Pinheiro Santana, que negociou o valor para diminuí-lo para R$ 2,6 milhões.

O MP afirma que um esquema foi montado de modo que parte do dinheiro de uma “conta de caixa dois” que empreiteira UTC Engenharia S/A detinha junto com o doleiro Alberto Youssef era usado para pagamento a gráficas.

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VEJA A LISTA DE RÉUS:
João Vaccari Neto — corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Francisco Carlos de Souza — corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Ricardo Pessoa — corrupção ativa
Walmir Pinheiro Santana — corrupção ativa
Alberto Youssef — lavagem de dinheiro

O QUE DIZEM OS RÉUS
Por meio de nota, a assessoria de Haddad informou nesta segunda-feira (19) que “a denúncia é mais uma tentativa de reciclar a já conhecida e descredibilizada delação de Ricardo Pessoa”.

“Com o mesmo depoimento, sobre os mesmos fatos, de um delator cuja narrativa já foi afastada pelo STF, o Ministério Público fez uma denúncia de caixa 2, uma denúncia de corrupção e uma de improbidade. Todas sem provas, fincadas apenas na desgastada palavra de Ricardo Pessoa, que teve seus interesses contrariados pelo então prefeito Fernando Haddad. Trata-se de abuso que será levado aos tribunais”, completa a nota.

A reportagem entrou em contato com o advogado de João Vaccari e aguarda resposta. O reportagem tenta contato com a defesa dos demais réus.

O advogado de Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Bastos, disse por telefone que não vai comentar.

RECORDE O CASO HÉLDER BARBALHO 


Helder Barbalho é citado nas investigações de crimes ambientais de aterro no Pará e MP pede que STF julgue o caso

Em conversa interceptada, diretor do aterro diz que se Helder vencer as eleições “vamos viver uma fase boa". Ministério Público entende que existem indícios suficientes para levar o processo para a corte superior.


Numa das conversas interceptadas Cláudio Toscano diz que se Helder vencer as eleições “vamos viver uma fase boa no aterro de Marituba”. Em outra conversa, Claudio Toscano liga para Lucas Feltre, que é ex-diretor da Revita e Vega, ex-administrador da Guamá e foi preso na operação Gramacho. Os dois falam sobre uma reunião marcada com Helder para que seja encerrado o estado de emergência em Marituba.

'Denúncia descabida'

Em nota enviada ao G1, o ministro alega que a denúncia é descabida. Ele destaca que a licença ambiental do Aterro de Marituba foi concedida pelo atual governador, Simão Jatene, do PSDB. "Nenhuma Prefeitura que utiliza o aterro tem relações com o MDB", diz.

Ainda em nota, Helder aponta que "não é minha prática facilitar a vida de empresas, ao contrário: nossos adversários é que são lenientes e estão no centro do maior escândalo ambiental do Pará, o vazamento provocado em Barcarena pela multinacional norueguesa Hydro. Por tudo isso, considero esta especulação totalmente política, com o objetivo de atingir minha pré-candidatura ao governo do estado.”

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Jader Barbalho

O MP também entrou com manifestação para questionar um mandado de segurança impetrado pelo senador Jader Barbalho, no início do mês de março. Ele requer a suspensão de todos os processos vinculados a crimes praticados no aterro de Marituba, que somam quatro no total, alegando que teria sido citado em uma das interceptações.

G1 entrou em contato com a assessoria do senador e aguarda posicionamento. A promotora de Justiça Marcela Christine Ferreira de Melo contesta os argumentos do Senador, afirmando que ele não é investigado e que seu nome sequer foi citado nas interceptações, havendo apenas menção ao nome de seu filho Helder Barbalho.

"O senador não é investigado, portanto não possui legitimidade para pleitear a suspensão de processos, e pelo mesmo motivo não tem como demonstrar direito líquido e certo", diz Marcela Melo.

O mandado de segurança foi concedido em caráter liminar e em em parte, suspendendo apenas uma das ações, a que o nome do ex-ministro Helder Barbalho foi citado.Gramacho, que investiga os danos causados pelo lixão na região metropolitana de Belém. Em nota, Helder alegou que a cusação "é descabida".

Helder foi exonerado do cargo de ministro dentro do prazo dado pela Justiça Eleitoral para garantir que possa concorrer nas próximas eleições, mas o pedido foi protocolado no dia 27 de março, quando ele ainda era titular da pasta. De acordo com as informações do MPPA, o nome do ex-ministro é mencionado em conversa de um dos alvos da investigação, Cláudio Toscano, que exercia papel de direção dentro do aterro de Marituba. O G1 entrou em contato com a assessoria do político e aguarda posicionamento.

São alvos da investigação as empresas Solvi, Vega e Guamá Tratamento de Resíduos e pessoas físicas que atuam na direção do empreendimento Central de Processamento e Tratamento de Resíduos (CPTR), em Marituba.

"Diante das evidências, entendemos que existem indícios suficientes para levar o processo para a corte superior e a necessidade de se iniciar uma investigação sobre a ligação entre o ministro e o empresário Cláudio Toscano", afirma a promotora de Justiça de Marituba, em exercício, Marcela Christine Ferreira de Melo.

A partir desta petição, cabe ao STF aceitar ou não o processo e julgar Helder Barbalho, assim como avaliar a possibilidade de separar o processo em instâncias diferentes.

Conteúdo das conversas

Segundo as informações do MP, as conversas demonstram que Cláudio Toscano conhece as finanças do aterro, trata de pagamentos de prefeituras, faz levantamentos de perfil de autoridades envolvidas nos processos em que a empresa é ré, tenta constranger testemunhas, planeja engajar-se em licitações e realizar outros contratos com municípios a partir da influência com políticos da região, em especial Helder Barbalho.

Numa das conversas interceptadas Cláudio Toscano diz que se Helder vencer as eleições “vamos viver uma fase boa no aterro de Marituba”. Em outra conversa, Claudio Toscano liga para Lucas Feltre, que é ex-diretor da Revita e Vega, ex-administrador da Guamá e foi preso na operação Gramacho. Os dois falam sobre uma reunião marcada com Helder para que seja encerrado o estado de emergência em Marituba.

'Denúncia descabida'

Em nota enviada ao G1, o ministro alega que a denúncia é descabida. Ele destaca que a licença ambiental do Aterro de Marituba foi concedida pelo atual governador, Simão Jatene, do PSDB. "Nenhuma Prefeitura que utiliza o aterro tem relações com o MDB", diz.

Ainda em nota, Helder aponta que "não é minha prática facilitar a vida de empresas, ao contrário: nossos adversários é que são lenientes e estão no centro do maior escândalo ambiental do Pará, o vazamento provocado em Barcarena pela multinacional norueguesa Hydro. Por tudo isso, considero esta especulação totalmente política, com o objetivo de atingir minha pré-candidatura ao governo do estado.”

Jader Barbalho

O MP também entrou com manifestação para questionar um mandado de segurança impetrado pelo senador Jader Barbalho, no início do mês de março. Ele requer a suspensão de todos os processos vinculados a crimes praticados no aterro de Marituba, que somam quatro no total, alegando que teria sido citado em uma das interceptações.

G1 entrou em contato com a assessoria do senador e aguarda posicionamento. A promotora de Justiça Marcela Christine Ferreira de Melo contesta os argumentos do Senador, afirmando que ele não é investigado e que seu nome sequer foi citado nas interceptações, havendo apenas menção ao nome de seu filho Helder Barbalho.

"O senador não é investigado, portanto não possui legitimidade para pleitear a suspensão de processos, e pelo mesmo motivo não tem como demonstrar direito líquido e certo", diz Marcela Melo.

O mandado de segurança foi concedido em caráter liminar e em em parte, suspendendo apenas uma das ações, a que o nome do ex-ministro Helder Barbalho foi citado.
G1 e http://carajasnoticias.com.br/politica/haddad-vira-
reu-por-corrupcao-e-lavagem-de-dinheiro/

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UA CLAUHS

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Warley Alberto Clauhs Formação: Graduado em Letras . Pós Graduado em Arte em Educação. Graduação em Pedagogia. Graduando em Artes. Preparado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Teatrais -SP. Poeta, Ator, Radialista e blogueiro.