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sábado, 29 de fevereiro de 2020

PREFEITO DE DOM ELISEU DIZ QUE É VÍTIMA DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, MAS PROMOTOR NÃO CONCORDA

"EM DOM ELISEU PA, OS BASTIDORES DA POLÍTICA ESTÃO FERVENDO. E O PREFEITO JUSTIFICA COMO ATUAÇÃO DE FANÁTICO MILITANTE A SERVIÇO DA OPOSIÇÃO"
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Foto Reprodução

O prefeito de Dom Eliseu, Ayeso Gaston Siviero, enviou comunicado ao Ver-o-Fato afirmando que está sendo vítima de uma organização criminosa, que tem por objetivo afastá-lo do comando da prefeitura. Segundo ele, “o promotor de justiça, Maurim Lameira Vergolino, aparentemente foi cooptado para protagonizar essa conspiração”.


Leia na íntegra, as afirmações do prefeito. E também a dura resposta do promotor Maurim Lameira Vergolino, gravada em áudio, sobre as declarações de Ayeso Siviero:

Jornalistas PAULO JORDÃO/CARLOS MENDES

Ref. Matéria – Promotor de Dom Eliseu é investigado por vazamento de processo sigiloso.

Senhor editor,

Com cordiais cumprimentos e tendo em vista a matéria publicada no seu conceituado espaço, com o título “Promotor de Dom Eliseu é investigado por vazamento de processo sigiloso”, e em virtude de ter meu nome mencionado, permita prestar os seguintes esclarecimentos:

Em 20.07.2019 produzi material veiculado em minha página nas redes sociais e denunciei que estava sendo vítima de uma organização criminosa, que tinha o firme propósito de me afastar do comando da Prefeitura de Dom Eliseu.

Os áudios veiculados no seu blog, na data de hoje, confirmam minha percepção!

E, o mais grave é que, aparentemente, o Promotor Público de Dom Eliseu foi cooptado para protagonizar essa conspiração.

Ouvi atentamente os áudios. Não há como negar que os interlocutores são o Promotor Maurim Vergolino e o nacional Fábio Santos, este ex-assessor da minha gestão e presentemente “bate pau” dos meus opositores.

Nos diálogos disponibilizados no blog, percebe-se, claramente, que o Promotor Público acatou solicitação de uma pessoa que não é advogado e nem faz parte da relação processual, e se comprometeu a pedir “vista” do processo, para fornecer cópia ao preposto de meu inimigo político.

Qual a razão do Promotor Público de Dom Eliseu fazer as vezes de “estagiário” dos meus inimigos político, fazendo carga de processos judiciais, deixando em papelaria para copiar?

Qual a razão dessa subserviência?
“A verdade é filha do tempo e não da autoridade” (Galileu Galilei)!

Em Dom Eliseu, o tempo revelou que a “autoridade” é um fanático militante a serviço dos meus adversários políticos.

“O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis” (CF/88, artigo 127).

Agirei para que a instituição não seja contaminada pelo fanatismo partidário de um fundamentalista, promovendo novas representações no Conselho Nacional do Ministério Público, na Corregedoria da Procuradoria de Justiça do Pará e na Justiça Comum. Cordialmente, AYESO GASTON SIVIERO – PREFEITO DE DOM ELISEU”

Com a palavra, o promotor

Procurado pelo Ver-o-Fato, em razão das acusações feitas contra ele pelo prefeito na nota acima, o promotor Maurim Lameira Vergolino enviou a resposta dele em um áudio de quase oito minutos, rebatendo pontos das afirmações de Ayeso Siviero.

Para o promotor, que ironiza a nota, o que o prefeito diz é uma “história fabulosa, muito verídica”. Segundo Maurim, o prefeito responde a denúncia criminal feita pelo procurador-geral de Justiça, Gilberto Martins. Diz ainda que há “provas cabais” de que o prefeito favoreceu uma “empresa fantasma” e assim “transferir dinheiro” para um vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Dom Eliseu.

Ainda de acordo com Maurim, “no mundo real, a Controladoria Geral da União (CGU) deu início às constatações das irregularidades nos combustíveis”. Além disso, o relatório final da CGU, aponta que só de recursos do Fundeb foram mais de R$ 1 milhão “encontrado em desvio”. Sem contar, explica o promotor, os valores de combustíveis e superfaturamento de outras unidades gestoras do município que são objetos da ação judicial que ele move contra o prefeito.

Maurim salienta ainda que “cumpre as medidas que lhe cabem “, pois fazem parte de seu dever como promotor de justiça. Fala ainda que Ayeso Siviero “está com os bens indisponíveis” por fatos que ele aponta como “indícios fortíssimos de desvios de dinheiro público”. Também aborda outros processos que envolvem o prefeito, critica a representação feita pelo gestor que deu origem ao PAD aberto contra ele e resume que “continuará sendo promotor”. 
Fonte: O Nana @ via ver-o-fato

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UA CLAUHS

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Warley Alberto Clauhs Formação: Graduado em Letras . Pós Graduado em Arte em Educação. Graduação em Pedagogia. Graduando em Artes. Preparado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Teatrais -SP. Poeta, Ator, Radialista e blogueiro.