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terça-feira, 25 de julho de 2017

Funcionários de fazenda invadida e incendiada em Marabá depõem na polícia

"A sede da propriedade foi destruída por um grupo de aproximadamente 60 pessoas, diz polícia. Caso está sendo investigado pela Delegacia de Conflitos Agrários"
A Polícia do Pará começa a ouvir nesta terça-feira (25) os depoimentos dos funcionários da fazenda Mutamba que que presenciaram a invasão ao local. A propriedade fica em Marabá, sudeste do Estado, e foi invadida, depredada e incendiada na manhã do último domingo (23). Segundo a polícia, cerca de 60 pessoas participaram do ataque, que destruiu as casas dos funcionários, pastos, curral e veículos usados na propriedade.

Segundo o delegado Alexandre Silva, a suspeita é que o crime tenha sido praticado por um grupo de posseiros que tiveram de deixar a área em maio de 2017, após uma decisão judicial que determinou a reintegração de posse. “Não aceitando a situação, resolvem promover a destruição para tornar a área improdutiva e causar prejuízos ao proprietário a fim de que ele abandone a área”, disse.

Durante a invasão, um segurança da fazenda foi baleado na mão. Os funcionários estão com medo. O gerente chegou a registrar, inclusive, um boletim de ocorrência na véspera do crime informando uma possível invasão.

De acordo com o delegado Alexandre, os seguranças da fazenda foram surpreendidos pelo grupo, e não conseguiram evitar o incêndio. “Eles não tiveram como reagir porque era muita gente, só deu tempo de salvar as famílias que estavam no local. A intenção não foi ferir ninguém e sim destruir a fazenda”, disse.

A Delegacia de Conflitos Agrários está investigando o caso e ontem a equipe voltou a sobrevoar o local com o apoio do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do estado do Pará (Graesp).

Reforma agrária
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que vem tentando negociar terras para assentar pelo menos oito mil famílias no sul e sudeste do Pará, tentou comprar a terra, mas o dono não quis vender pois consider a fazenda produtiva.

O órgão federal também reconhece que a demora para promover a reforma agrária tem acirrado os conflitos na região. Segundo o Incra, existem 21 posseiros em ocupações irregulares.
Fonte: G1PA

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UA CLAUHS

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Warley Alberto Clauhs Formação: Graduado em Letras . Pós Graduado em Arte em Educação. Graduação em Pedagogia. Graduando em Artes. Preparado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Teatrais -SP. Poeta, Ator, Radialista e blogueiro.