"Além de condições precárias gerais, o local abriga um ninho de morcegos em uma das salas de aula."
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| Crédito: Reprodução/MPPACrédito: Reprodução/MPPA |
Uma escola pública no município de Floresta do Araguaia, na região sul do Pará, deve ser interditada pela Justiça a qualquer momento. Além de condições precárias gerais, o local abriga um ninho de morcegos em uma das salas de aula.
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O pedido de interdição foi feito pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Estadual requerendo a imediata interdição da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Francisco. O documento requer ainda o pagamento de multa no valor de R$10 mil por dia de descumprimento da medida.
Além de falhas estruturais, o ambiente está tomado por morcegos o que coloca em risco a saúde dos alunos e trabalhadores da escola. “A grave situação de insalubridade da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Francisco, além de já trazer prejuízos a aprendizagem dos alunos, pode ocasionar ainda danos irreparáveis à saúde de todos que lá frequentam dado o convívio diário num ambiente tomado por morcegos e devido a provável exposição e contato com urina e fezes destes voadores, sabidamente transmissores de doenças como raiva, histoplasmose, leptospirose, síndrome respiratória aguda grave (SRS) entre outras”, explicou o promotor Alfredo Amorim, titular da Promotoria de Justiça de Conceição do Araguaia.

O centro de ensino, que funciona na zona rural de Floresta do Araguaia, não possui ventilação, fornecimento de água e luz elétrica e até mesmo janelas faltam ao prédio. A escola só possui duas salas de aula, e uma delas está infestada de morcegos. Em todo o ambiente escolar é possível encontrar fezes dos animais devido as condições precárias dos telhados.
O colégio também apresenta problemas nos banheiros e falta de móveis básicos, como mesa e cadeira para o professor. O lazer e segurança das crianças também são problemas, já que a escola não possui extintores de incêndio, quadra de esportes e área de recreação. O local não tem bebedouro e o quadro utilizado pela professora foi colocado de forma improvisada sobre duas cadeiras velhas da sala. A escola não é acessível aos alunos com deficiência, pois não tem rampas de acesso para cadeirantes, banheiros adaptados e outras estruturas necessárias.

Por O Nana Arroba via romanews



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