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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

BRASIL: BOLSONARO DIZ DESCONHECER O CONCEITO DE DIVIDA HISTÓRICA COM OS NEGROS

“Nunca escravizei ninguém”, diz Bolsonaro em entrevista


No segundo bloco do programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (30), Jair Bolsonaro (PSL) mostrou desconhecer o conceito de “dívida histórica” com a população negra que é tão discutido ao redor do mundo.

Ao ser confrontado com uma pergunta que expunha dados de que cotistas em universidades públicas já tem uma média de notas maiores que a de alunos não cotistas, o deputado federal, que já chegou a ser denunciado na Justiça por racismo, usou o argumento de que nunca “escravizou” ninguém para defender sua posição anti-cotas e questionar o conceito de dívida histórica.

“Eu nunca escravizei ninguém! Que dívida?”, disse, tentando confrontar os dados sócio-econômicos com relação às cotas com argumentos embasados na meritocracia.

No mesmo bloco, o deputado federal ainda defendeu o presidente norte-americano Donald Trump. “Trump está fazendo um excelente governo em seu país. Diminuiu carga tributária e aumentou emprego. Ele quer a América grande eu quero o Brasil Grande”, disse.

Terceiro bloco
Neste bloco, a jornalista Maria Cristina Fernandes, de O Valor, fez uma pergunta que parecia simples. O que Bolsonaro pretendia fazer para diminuir a mortalidade infantil. O candidato do PSL, no entanto, mostrou toda a sua fragilidade dizendo que iria cuidar das crianças prematuras. E que as mães também precisavam de cuidados bucais.

Nas redes sociais este foi o momento em que Bolsonaro foi mais ridicularizado. Ficou claro que é neste tipo de questão que Bolsonaro tem mais a perder. Nas questões sobre segurança e ditadura militar ele vai falar dezenas de besteiras e barbaridades, mas isso parece que não o fará perder votos. Já em questões simples sobre programa de governo, suas fragilidades se tornam constrangedoras.

Quarto bloco
Neste bloco de encerramento, Bolsonaro insinuou que a pessoa que o assaltou e levou sua arma pode ter sido assassinada por conta disso. Com cara de quem estava relacionando os fatos, o candidato disse que por coincidência aparecer morto na favela em que morava dois dias depois.

Os jornalistas, que tinham ganhado mais desenvoltura durante o programa, não o interromperam neste momento. Que seria algo absolutamente importante. A pergunta que faltou seria, deputado o senhor está insinuando algo? O senhor está querendo dizer que mandou matar a pessoa que o assaltou?
Por: Portal News, com informações da Revista Fórum

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UA CLAUHS

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Warley Alberto Clauhs Formação: Graduado em Letras . Pós Graduado em Arte em Educação. Graduação em Pedagogia. Graduando em Artes. Preparado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Teatrais -SP. Poeta, Ator, Radialista e blogueiro.