"Os trabalhadores denunciam a falta de limpeza e de estrutura nos espaços destinados para o trabalho pela Secretaria Municipal de Economia."
Os ambulantes que trabalham no centro comercial de Belém denunciam da desordem, abandono e falta de limpeza. A maioria reclama que faz o pagamento da taxa de ocupação do espaço, mas não vê nenhum benefício nos espaços.
“O mercado informal hoje está desordenado e que a gente vem pedindo o projeto. Todo ano que é para acontecer não acontece porque dizem que não dá por causa da chuva, do Círio, do Natal, todo tempo nessa desculpa", disse Zilmar Carvalho, presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes.
Atualmente há 250 ambulantes cadastrados na Secretaria Municipal de Economia (Secon). Em 2017, a Secon prometeu reabrir o Shopping Popular e revitalizar e padronizar das barracas, mas até o momento nada foi feito.
A Prefeitura de Belém forneceu um espaço na avenida Presidente Vargas na tentativa de melhorar as condições de trabalho e organização. Inicialmente alguns se mobilizaram e foram para o novo espaço, mas atualmente a área está vazia.
Outro local destinado para os ambulantes foi o Espaço da Palmeira, inaugurado em 2010, para abrigar 70 trabalhadores. Em 2018, há apenas duas trabalhadoras na área, já que os demais abandonaram os boxes e voltaram para as ruas por causa da falta de clientes.
“Do ano passado para cá o movimento caiu. Neste ano está morto. Assim parado, só tem eu e essa senhora aqui”, contou a ambulante Aldeni Rodrigues. “Falta atrativo, reforma. Falta muita coisa ainda aqui”, completou a vendedora Inês Silva.
Em nota, a Secretaria Municipal de Economia (Secon) informou que a construção das galerias populares e recuperação dos pontos de comercialização já existentes, como o Espaço da Palmeira, fazem parte de um projeto de desobstrução das vias e valorização dos trabalhadores informais, mas que ainda não há dinheiro para colocar o projeto em prática.
Em relação ao Shopping Popular, a Secon disse que está definindo a utilização do espaço e afirmou que fiscaliza comerciantes irregulares no centro da cidade.
Fonte:G1PA

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